A comemoração da sua primeira vintena de anos coincide com a Revolução de Abril de 1974, cujos exageros iniciais acabaram por escrever uma página negra na história do movimento das Misericórdias e, também, particularmente, na história da Misericórdia da Maia. Era, ao tempo, seu Provedor, o Senhor Dr. Daciano Quintela, que viu e sentiu os fervores revolucionários espoliar a Misericórdia do seu património e amordaçá-la na sua acção. Durante alguns anos a Misericórdia viveu praticamente na clandestinidade, sem porém, nunca ter perdido o seu sentido humanitário. Em 1976 foi designado Provedor o Senhor Dr. Joaquim Rocha Moreira. Passado o período revolucionário e começando a democracia a consolidar-se por todo o país, o património da Santa Casa foi restituído. Como compensação, foi-lhe concedido um subsídio de 500 contos, que permitiu a retoma da sua normal actividade. 
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